A direção nacional da Rede Sustentabilidade expressou "indignação e perplexidade" após a ex-ministra Marina Silva anunciar sua permanência no partido no último sábado. O grupo acusa Marina de evitar o diálogo com o diretório e nega ter sugerido seu desligamento.
Em resposta, o diretório nacional rebate as acusações de desrespeito aos princípios da legenda. A gestão de Paulo Lamac afirma que a saída de membros não é fruto de perseguição e acusa a ala de Marina de "lawfare", o uso da justiça como ferramenta de disputa interna.
"Não atender pretensões pessoais de uma liderança não é autoritarismo. É compromisso com a vida democrática interna", declarou a sigla em nota, reforçando apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo.
Marina Silva anunciou sua permanência na Rede para "continuar trabalhando pela restauração dos princípios e valores" do partido, após receber convites do PT e PSB. A ambientalista busca ser candidata ao Senado por São Paulo, integrando a chapa de Haddad.
A decisão de Marina visa fortalecer um "bioma democrático brasileiro" plural e fortalecer a agenda verde. Ela defende que o Brasil precisa de "ecossistemas partidários plurais e fortalecidos" para se proteger de "ataques autoritários".
Conflitos entre Marina e a sigla se intensificaram em abril do ano passado, após a derrota do candidato apoiado pela ex-ministra na eleição para a presidência do diretório nacional. Aliados de Marina publicaram um manifesto contra a direção, criticando mudanças no estatuto e alegando perseguição.
Em janeiro, a Justiça do Rio de Janeiro anulou o congresso nacional da Rede que elegeu o aliado de Heloísa Helena, rompida com Marina desde 2022. Na semana passada, a Justiça do Distrito Federal suspendeu uma resolução partidária que exigia anuência do diretório nacional para desfiliações, vista como um "instrumento de coerção política".
Fonte: G1