O preço médio das passagens aéreas da Latam, Gol e Azul registrou um aumento de 32% em março em comparação com fevereiro, impulsionado pela alta nos preços do combustível de aviação. A escalada, que já acumula alta de 22% em relação a março do ano anterior, reflete a volatilidade do mercado internacional de petróleo, intensificada pelo conflito no Oriente Médio.
A informação é de um relatório do J. P. Morgan, que monitora tarifas aéreas. Segundo os analistas, as companhias aéreas anteciparam a alta nos custos do querosene de aviação (QAV) em suas precificações. O QAV representa cerca de 30% das despesas das companhias, e um aumento de 10% no seu preço pode exigir uma elevação de 2,5% na receita total para compensação.
A Petrobras reajustou o QAV em 55% em abril, após a disparada do petróleo. Embora o pagamento tenha sido escalonado, o impacto no bolso do consumidor já é sentido. Para mitigar os efeitos, as companhias aéreas adotam medidas como a otimização de rotas, o uso de aeronaves mais eficientes e estratégias de hedge. A Latam, por exemplo, possui 36% do seu consumo de combustível para 2026 protegido por contratos de hedge.
O governo também anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis, incluindo a suspensão de PIS/Cofins sobre o QAV e linhas de crédito para as companhias aéreas.