O bispo Robson Rodovalho, responsável pela assistência espiritual ao ex-presidente Jair Bolsonaro, manifestou apoio à nomeação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro de 2023 e busca aprovação no Senado.
Rodovalho, que conhece Messias há cerca de 30 anos, descreveu o indicado como "extremamente capacitado" e um "cristão comprometido". Ele minimizou possíveis divergências conceituais ou ideológicas, destacando a abertura de Messias ao diálogo.
"Eu não estou articulando em prol dele, estou dando minha opinião de vida", afirmou o bispo. Rodovalho expressou o temor de que uma rejeição a Messias possa levar a uma indicação "ruim" ou adiar a decisão para o ano seguinte.
Para assumir o cargo no STF, Messias precisa da aprovação da maioria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, posteriormente, de no mínimo 41 votos em plenário. Atualmente, ele conta com dez votos favoráveis na CCJ, mas ainda não atingiu os 14 necessários.
Jorge Messias, que é evangélico, tem recebido apoio de setores religiosos, incluindo o ministro do STF André Mendonça, nomeado por Bolsonaro. Mendonça já declarou publicamente seu apoio a Messias, classificando-o como um "nome qualificado".
O indicado tem buscado apoio tanto de alas progressistas quanto conservadoras do segmento evangélico. Ele mantém contato com representantes de igrejas históricas e também com entidades pentecostais.
O pastor Sérgio Carazza, que frequenta a mesma igreja que Messias, também elogiou o indicado, descrevendo-o como "raiz" e defensor de "valores cristãos e dos trabalhadores".