O Supremo Tribunal Federal (STF) definirá nesta quarta-feira (8/4/2026) se o próximo governador do Rio de Janeiro será escolhido por eleição direta, com voto popular, ou indireta, definida pelos deputados estaduais. A decisão ocorre após a renúncia de Cláudio Castro, que foi posteriormente condenado por abuso de poder e inelegibilidade.
Quatro ministros já se manifestaram publicamente a favor da eleição direta, mas a definição ainda é incerta. Os votos de Dias Toffoli, Luiz Fux e do presidente da Corte, Edson Fachin, serão cruciais para o desfecho. Nos bastidores, a avaliação é que não há maioria consolidada para nenhum dos modelos, o que aumenta o peso desses magistrados.
O caso chegou ao STF após o ministro Cristiano Zanin suspender a eleição indireta prevista em lei estadual e determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ação apresentada pelo PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes, defendendo a eleição direta, também será analisada.
Alexandre de Moraes, Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino defendem a eleição direta. Moraes argumentou que a vacância do cargo deve ser preenchida por sufrágio direto. Por outro lado, uma corrente no STF levanta preocupações com o calendário eleitoral, apontando que uma eleição direta no Rio poderia levar mais de quatro meses, coincidindo com as eleições gerais de 2026.
Enquanto o impasse jurídico se desenrola, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto de Castro, assumiu interinamente o governo estadual.
O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que buscará o "consenso possível" para viabilizar a decisão do colegiado, reconhecendo a dificuldade diante da divisão já exposta no plenário.