A paixão por colecionar figurinhas da Copa do Mundo de 2026, no México, Canadá e Estados Unidos, promete movimentar fãs e o mercado, mas com um custo elevado. Completar o álbum com 980 cromos, o maior da história, pode chegar a R$ 6,2 mil se comprado individualmente. No entanto, a união entre colecionadores pode reduzir drasticamente o valor para R$ 1,5 mil por pessoa em grupos de dez pessoas, segundo cálculos do matemático Gilcione Nonato, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O preço dos pacotinhos de figurinhas também aumentou, saindo a R$ 7, o dobro da última edição. O custo mínimo para montar o álbum de 2022, com 670 figurinhas, era de R$ 536. Para 2026, o valor sobe para R$ 980 apenas com a compra de pacotes fechados, um aumento de 82,84%.
Diante dos altos preços, Giovanna Attili Moura, 23, colecionadora desde 2006, aposta na tradição das trocas. Ela e a família se reúnem em pontos de encontro para facilitar a coleção. "A gente passa a tarde inteira do final de semana trocando", conta Giovanna.
A Panini, editora responsável pelo álbum, promete ações para incentivar as trocas, como corridas de rua em Belo Horizonte e São Paulo em maio, com áreas dedicadas à troca de figurinhas. A empresa também informou que todas as figurinhas, incluindo as especiais, têm a mesma tiragem.
Apesar da expectativa, a pré-venda do álbum foi marcada por instabilidade no site da Panini e críticas sobre o preço. O CEO da empresa, Raul Vallecillo, defendeu o valor dos pacotinhos, justificando que o preço por figurinha se mantém em R$ 1, padrão adotado nos últimos anos.