O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou nesta quinta-feira que Rio de Janeiro e Rondônia decidiram não aderir à proposta de subsídio federal para o diesel importado. A medida visa mitigar os efeitos da guerra no Irã sobre os preços dos combustíveis. Alckmin, que também é Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, informou que outros dois ou três estados ainda avaliam a adesão até sexta-feira. O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, sugeriu que a recusa do Rio pode estar ligada à transição de governo. A expectativa é de 100% de adesão, com mais estados próximos de 25 do que de 20. A adesão das distribuidoras de combustíveis é crucial para a subvenção, mas as maiores empresas do setor resistem, segundo Alckmin, que defende o diálogo. O governo prioriza a garantia do abastecimento de diesel e a redução dos impactos da alta internacional dos preços. O custo da subvenção será dividido entre União e estados, com a União arcando com até R$ 2 bilhões. O plano prevê R$ 1,20 de subvenção por litro de diesel importado, sendo R$ 0,60 da União e R$ 0,60 dos estados. A medida terá duração temporária de até dois meses para evitar impacto fiscal permanente. A participação dos estados será proporcional ao consumo de diesel, e cotas de estados não aderentes não serão redistribuídas. A proposta foi debatida no Confaz e deve ser formalizada por medida provisória nos próximos dias. O governo também estuda ações para conter alta do gás de cozinha e querosene de aviação.
ECONOMIA
Rio e Rondônia recusam subsídio federal ao diesel importado
Geraldo Alckmin afirma que apenas Rio de Janeiro e Rondônia se recusaram a aderir à subvenção. Medida busca conter alta dos combustíveis com custo dividido entre União e estados.