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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Liga Única no Futebol Brasileiro: Brasília, CBF e Clubes em Xeque-Mate

A formação de uma Liga única no futebol brasileiro volta a pauta com articulações políticas envolvendo Brasília, a CBF e os clubes. Entenda o xeque-mate.

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Liga Única no Futebol Brasileiro: Brasília, CBF e Clubes em Xeque-Mate

A discussão sobre a criação de uma Liga única no futebol brasileiro ganhou força após a última Data Fifa antes da Copa do Mundo. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) convocou para esta segunda-feira (6 de abril) uma reunião em sua sede no Rio de Janeiro com dirigentes de clubes das Séries A e B e federações estaduais. No entanto, executivos de dois blocos – a Libra e a FFU – que discutem o modelo econômico da potencial liga, não participarão do encontro.

Fontes indicam que a articulação para o debate sobre a liga se inicia em Brasília, com Francisco Mendes, filho do ministro Gilmar Mendes e vice-presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso, como figura central. Mendes também dirige o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), que tem parceria com a CBF para gerir a CBF Academy.

A CBF, sob a gestão que visa retomar o protagonismo, busca influenciar as decisões dos clubes e dirigentes, reformulando a arbitragem e o fair play financeiro. A entidade tem como objetivo preservar seu controle político e estrutural sobre o futebol nacional, dificultando a criação de uma liga independente com novos investidores.

A visão dos blocos é de desconfiança em relação à proposta da CBF de liderar o processo, interpretando a iniciativa como uma forma de centralizar decisões e manter influência sobre a organização e comercialização das competições. A ausência dos executivos dos blocos na reunião reforça a percepção de que o encontro terá caráter institucional, sem avanços concretos na criação de uma liga autônoma.

A criação de uma liga independente das federações é o modelo adotado em países onde o futebol prosperou comercialmente. A Argentina é citada como exceção, onde a união entre federação e liga é apontada como causa de fracasso comercial.

Clubes como Palmeiras e Flamengo desempenham papéis cruciais. O Palmeiras, alinhado politicamente com a CBF, vetou um acordo conjunto de venda de propriedades entre Libra e FFU, sob influência da entidade. O Flamengo, por sua vez, busca não sair em desvantagem na Libra, mas entende que suas propriedades comerciais não serão cedidas à CBF.

Com Palmeiras defendendo a CBF e o Flamengo em observação, os blocos veem poucos clubes com força política e econômica para questionar o atual cenário de centralização. A CBF sinaliza que trabalhará para resolver a questão em prol de todos, utilizando acordos comerciais fechados com clubes da Série B como exemplo.

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