A pobreza na Argentina registrou o menor índice desde o primeiro semestre de 2018, atingindo 28,2% da população no segundo semestre de 2025. O dado representa uma queda em relação aos 31,6% do período anterior, segundo o instituto de estatística argentino. A política de austeridade do presidente Javier Milei, combinada com o controle cambial e o aumento de alguns gastos sociais, contribuiu para conter a alta de preços e reduzir a miséria no país.
A inflação, que chegou a 25,5% mensal em dezembro de 2023, desacelerou para 2,9% em fevereiro deste ano. No entanto, o processo de desinflação estagnou nos meses seguintes, com projeções indicando uma nova alta devido ao impacto da guerra no Oriente Médio nos preços da gasolina. Apesar da queda na pobreza, a recuperação econômica argentina tem sido desigual. Setores como petróleo, gás, mineração e finanças expandiram, mas a indústria e a construção, que empregam mais, estão em retração. O desemprego subiu para 7,5% no final do ano passado.
A taxa de aprovação de Milei também atingiu seu menor patamar, 36%, segundo pesquisa recente. Economistas preveem um crescimento de 3,4% para a economia argentina em 2026.