A senadora Eliziane Gama filia-se ao PT nesta quinta-feira (2), deixando o PSD após o partido lançar a pré-candidatura presidencial de Ronaldo Caiado. A decisão de Gama, que se alinha ao Planalto, foi motivada pela nova direção nacional do PSD, que busca se posicionar como alternativa ao governo Lula.
A senadora, conhecida por seu trabalho em investigações como a CPI do 8 de janeiro, era relatora na CPI dos atos golpistas e integrante da CPI do INSS. Sua atuação a consolidou como uma voz importante na base governista no Senado.
Eliziane Gama é vista como peça-chave na articulação para a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), atuando como elo do governo com a bancada evangélica.
A mudança partidária também impacta a disputa política no Maranhão, reforçando o palanque lulista e a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão. O movimento ocorre em meio a um racha no grupo que governa o estado, com o governador Carlos Brandão lançando seu sobrinho, Orleans Brandão, como nome para a sucessão.
Em nota, Eliziane Gama afirmou respeitar o novo rumo do PSD, mas divergir dele. "Eu respeito, mas tenho um pensamento diferente, que é público no Brasil", declarou.
A saída de Gama ocorre em um momento de reconfiguração do PSD, que também perdeu o senador Rodrigo Pacheco para o PSB.