O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou neste sábado (24), na Avenida Paulista, em São Paulo, a campanha para o segundo turno das eleições, com um ato que reuniu apoiadores. Em discurso antes de percorrer a via em carro aberto, ele afirmou que o Brasil quer uma "mudança estrutural" e associou o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário, ao "retrocesso".
Lula disse que esta foi sua campanha eleitoral "mais emocionante" desde 1989, quando disputou pela primeira vez a Presidência, e afirmou estar convencido de que vencerá a votação deste domingo (25). Ele também voltou a chamar Flávio de "miliciano" e fez acusações contra o candidato, que não foram detalhadas na manifestação.
O presidente usou camisa jeans azul e boné vermelho com a inscrição "Mais um Silva". O ato contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ex-ministro Fernando Haddad e das ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet.
Marina Silva falou sobre a "poesia da democracia, da soberania e do respeito à diversidade". Simone Tebet afirmou que os apoiadores estavam reunidos "pelo Brasil, pelos nossos filhos e pelos filhos dos nossos filhos".
Antes das 14h, quarteirões da Paulista já estavam ocupados por manifestantes. O vermelho predominava entre os apoiadores, ao lado de adereços com as cores da bandeira brasileira, camisetas de futebol e bandeiras de movimentos sociais.
A mobilização encerrou uma sequência de atos de rua promovidos ou apoiados por estudantes, movimentos sociais, artistas, torcidas organizadas e diretórios partidários após o primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou à frente na votação.
A dispersão está prevista para ocorrer na Praça do Ciclista, na esquina da Paulista com a Rua da Consolação. O trajeto foi alterado para evitar impactos no trânsito e questões de segurança.
A campanha de Lula pediu à Polícia Militar que mantivesse as câmeras corporais ligadas e os agentes identificados durante a manifestação. A PM informou que empregou efetivo previamente dimensionado para eventos do tipo, enquanto a Secretaria de Segurança Pública afirmou que as câmeras seriam usadas conforme os protocolos da corporação.
Fonte: O Globo