A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) a segunda fase da Operação Exfil para investigar o vazamento de dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus parentes. A ação cumpriu um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, com autorização do STF.
A primeira fase da operação, em 17 de fevereiro, focou em apurar o repasse criminoso de documentos fiscais protegidos por lei. Naquela ocasião, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, além de medidas cautelares como afastamento de função pública e cancelamento de passaportes.
As investigações apuram o acesso irregular às informações fiscais de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. A investigação foi determinada pelo próprio Moraes em janeiro deste ano, após desdobramentos de uma reportagem sobre um contrato de R$ 131,3 milhões entre o Banco Master e o escritório de Barci.
Em dezembro, foi revelado que Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, por ao menos quatro vezes para interceder em favor do Banco Master. Em 2019, Moraes já havia determinado a suspensão de investigações fiscais da Receita que atingiam autoridades, citando "indícios de desvio de finalidade". Naquele ano, o STF considerou insuficientes os indícios de irregularidade para justificar a devassa fiscal.