Ir para o conteúdo

sábado, 24 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Alta do querosene freia expansão de voos no Brasil

Aumento de até 56,3% no preço do querosene de aviação impactará custos das companhias aéreas e pode frear expansão de voos e encarecer passagens. Governo estuda medidas para mitigar o problema.

Compartilhe
WhatsApp
Alta do querosene freia expansão de voos no Brasil

O preço do querosene de aviação (QAV) sofrerá um reajuste de até 56,3% a partir desta quarta-feira, somando-se aos 9,4% de março. O combustível, que já representava pouco mais de 30% dos custos operacionais das companhias aéreas, passará a responder por 45%, segundo alerta da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

A consequência imediata, segundo a entidade, será a interrupção na expansão da oferta de voos. "A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aérea", afirma a Abear em nota.

A associação destaca que, apesar de mais de 80% do QAV consumido no Brasil ser de produção nacional, o preço segue a lógica do mercado internacional de petróleo. Assim, o mercado doméstico sofre com choques externos, como a atual tensão no Oriente Médio. A Petrobras planeja autossuficiência em diesel em cinco anos.

O aumento ocorre em um momento de recordes no transporte aéreo brasileiro, com alta demanda por mais frequências e destinos. O encarecimento do combustível vai na contramão desse avanço. A alta do querosene freia expansão de voos no Brasil.

Para amenizar o impacto, a Abear defende mecanismos para reduzir os efeitos da alta do QAV, garantindo o desenvolvimento do setor aéreo.

A Petrobras informou que permitirá o pagamento escalonado do reajuste do QAV pelas distribuidoras. Empresas que aderirem ao programa pagarão 18% em abril, com o restante parcelado em seis vezes a partir de julho. A estatal justificou a medida como forma de preservar a demanda e o bom funcionamento do mercado.

O governo estuda zerar o IOF sobre empresas aéreas e reduzir PIS/Cofins do combustível para evitar alta de 20% nas passagens, estimada por técnicos. O Governo prevê gasto de até R$ 4 bilhões com subsídio ao diesel.

Leia também