O governo federal reavalia a revogação da "taxa das blusinhas", imposto de 20% sobre importações de até US$ 50, que entrou em vigor em 2024. A iniciativa, liderada pela ala política, busca reverter a baixa popularidade do presidente Lula nas pesquisas e a ascensão de candidaturas de oposição.
O ministro Sidônio Palmeira (Secom), com apoio de setores da Casa Civil e do MDIC, defende a medida. A principal motivação é a avaliação interna do Planalto, que aponta a taxa como um dos principais pontos negativos do governo, ao lado de segurança pública e combate à corrupção.
A discussão, contudo, ainda não envolve o Ministério da Fazenda. O receio é a reação do varejo nacional, que se beneficiou com a tributação para equilibrar a concorrência com plataformas estrangeiras. O Congresso Nacional aprovou a cobrança com amplo apoio.
Internamente, há preocupação com o desempenho econômico e a percepção de renda da população. O governo busca medidas para reduzir o custo de crédito e o endividamento, mas a alta de financiamentos mais caros tem impactado o poder de compra.
O imposto arrecada menos de R$ 2 bilhões, mas sua revogação pode sinalizar um esforço para reduzir o custo de vida e reanimar o consumo, estagnado desde o segundo semestre de 2023. A meta é melhorar a popularidade sem gerar instabilidade nos mercados ou efeitos colaterais negativos, como a desvalorização do dólar.
A notícia original foi publicada pelo jornal O Globo.