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sábado, 10 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Guerra no Oriente Médio força marcas de luxo a buscar rotas aéreas para entregar carros

Marcas de luxo como Ferrari, Porsche e Rolls-Royce buscam soluções logísticas aéreas para entregar veículos no Oriente Médio, contornando restrições causadas pela guerra no Irã. Custos disparam, mas clientes de alto poder aquisitivo aceitam valores mais altos para receber seus supercarros.

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Guerra no Oriente Médio força marcas de luxo a buscar rotas aéreas para entregar carros

A Ferrari e outras montadoras de supercarros de luxo, como Porsche e Rolls-Royce, estão recorrendo ao transporte aéreo para entregar veículos a clientes no Oriente Médio. A medida visa contornar as restrições logísticas impostas pela guerra no Oriente Médio, que interrompeu o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

A Ferrari, por exemplo, intensificou o transporte aéreo de modelos altamente personalizados, mesmo com os custos elevados, que agora podem ser de quatro a cinco vezes maiores que o frete marítimo. A montadora italiana havia suspendido a maior parte das entregas para o Golfo devido à impossibilidade de acesso de navios transportadores de veículos à região.

Embora o transporte aéreo para entregas rápidas já fosse uma opção para clientes ultrarricos antes da escalada do conflito, o custo agora é significativamente mais alto. A Freightos, plataforma de dados logísticos, aponta um aumento de dois terços no preço médio de transporte de carga da Europa ao Oriente Médio desde o início da guerra.

Outras marcas, como a Bentley, afirmam estar utilizando estoques regionais para atender aos pedidos, enquanto a Rolls-Royce declarou estar fazendo o possível para viabilizar as entregas, sem detalhar a logística. O Oriente Médio é uma região estratégica para essas montadoras devido ao alto nível de personalização demandado pelos clientes, que representa cerca de 20% da receita da Ferrari.

O conflito também afeta as vendas e a entrada de novos pedidos. Algumas montadoras europeias relataram queda no fluxo de clientes e suspensão de planos de expansão na região. Executivos temem que, caso o conflito se prolongue, veículos destinados ao Oriente Médio precisem ser redirecionados para outros mercados, como o Japão, o que poderia impactar a lucratividade.

A crise atual se soma a outros desafios para o setor de luxo, como tarifas mais altas nos Estados Unidos e a desaceleração das vendas na China, mercados onde as marcas também apostavam para compensar perdas.

Fonte: O Globo

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