A base aliada do governo no Congresso apresentou um relatório alternativo à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O documento pede o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro. A oposição ao parecer do relator, Alfredo Gaspar, propõe que Jair Bolsonaro seja investigado como o líder de uma organização criminosa responsável por fraudar descontos associativos do INSS.
Ao todo, o relatório pede o indiciamento de 201 pessoas. Deste total, 130 são pedidos de indiciamento de agentes públicos e privados envolvidos nas fraudes. Outros 71 nomes são encaminhados à Polícia Federal para aprofundamento das investigações. Entre os indiciados ou investigados estão ex-ministros, políticos, servidores do INSS, dirigentes de associações e assessores.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), membro da CPMI, declarou que as mudanças promovidas pelo governo Bolsonaro facilitaram as fraudes. "Em 2019, no governo Bolsonaro, começam a ocorrer as grandes mudanças internas, com a publicação de portarias, de decreto, que vão cada vez mais abrindo a possibilidade para que outras instituições e entidades pudessem fazer descontos de aposentados e pensionistas", afirmou.
O relatório alternativo também recomenda a criação de nove proposições legislativas. O objetivo é combater o assédio comercial a beneficiários da previdência social e proteger aposentados e pensionistas em operações de crédito consignado. Sugere ainda projetos para ampliar a segurança e proteção de dados, além de combater a lavagem de dinheiro.
A Agência Brasil procurou o senador Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro. O veículo de comunicação aguarda posicionamento dos citados.