O Partido Social Democrático (PSD) no Rio de Janeiro anunciou que cumprirá a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de realizar uma eleição indireta para o governo do estado, após a renúncia de Cláudio Castro. O deputado federal Pedro Paulo, presidente estadual do PSD, afirmou que a sigla já avalia nomes para o mandato-tampão e para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Apesar de questionar a forma como a eleição indireta foi configurada, o partido agora se conforma com a determinação.
Em um ofício enviado ao governador interino, o PSD havia argumentado que a renúncia de Castro, na véspera do julgamento que o cassou, configurava uma tentativa de "fraude" para evitar uma eleição direta. A legenda defendia que, em caso de cassação ainda no cargo, a eleição seria direta, com sufrágio universal. No entanto, a certidão do julgamento apontou que a cassação do diploma "ficou prejudicada" após a renúncia, validando a eleição indireta.
Pedro Paulo descartou a possibilidade de Eduardo Paes, ex-prefeito e pré-candidato ao governo, concorrer ao mandato-tampão, afirmando que Paes só disputará eleições diretas para governador. O PSD busca aliados para lançar um nome competitivo ao governo interino e para a presidência da Alerj, buscando assegurar representatividade no cenário político fluminense.