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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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POLÍTICA

STF decide o futuro dos 'penduricalhos' do serviço público

Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta quarta-feira (26) o futuro dos 'penduricalhos', benefícios extras que permitem a servidores e magistrados receber acima do teto constitucional sem previsão legal. Julgamento definirá critérios para diferenciar verbas indenizatórias de remuneração.

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STF decide o futuro dos 'penduricalhos' do serviço público

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta quarta-feira (26) o impacto das decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam o pagamento de benefícios extras a servidores públicos e magistrados. Esses pagamentos, conhecidos como 'penduricalhos', permitem remunerações acima do teto constitucional sem previsão legal.

O julgamento definirá a manutenção e o alcance das liminares que interromperam pagamentos considerados irregulares. A Corte busca estabelecer critérios claros para diferenciar verbas indenizatórias de remuneração, um tema que carece de solução legislativa definitiva.

O teto salarial atual no serviço público é de R$ 46.366,19, o salário de um ministro do STF. No entanto, os 'penduricalhos' frequentemente elevam os ganhos de alguns agentes públicos acima desse limite.

Uma nota técnica de uma comissão interministerial propõe usar a legislação do Imposto de Renda como parâmetro. A ideia é diferenciar o que é remuneração sujeita ao teto do que pode ser considerado indenização legítima, reduzindo a margem para a criação de benefícios que inflem salários.

A comissão também sugere limites globais para verbas indenizatórias, evitando que sejam usadas como complementação salarial. Levantamentos indicam que pagamentos acima do teto chegam a cerca de R$ 9,8 bilhões anuais apenas na magistratura, além de valores significativos no Ministério Público.

O STF pode atuar como regulador provisório, consolidando uma linha mais restritiva ou abrindo espaço para um modelo de transição, enquanto aguarda uma definição legislativa nacional.

As decisões de Dino e Mendes foram determinantes. Dino estabeleceu prazos para a revisão de verbas em todos os níveis da Federação, com suspensão imediata de pagamentos sem previsão legal. Mendes condicionou o pagamento de verbas indenizatórias no Judiciário e MP à existência de lei aprovada pelo Congresso.

Reportagem recente mostrou que o custo dos 'penduricalhos' no Judiciário aumentou 43% em 2025 em comparação com o ano anterior, saltando de R$ 7,2 bilhões para R$ 10,3 bilhões. Esse aumento pressiona o orçamento público e reduz a capacidade de investimento do Estado.

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