A Justiça Militar da União determinou a prisão de militares e ex-militares do Exército condenados por um esquema de desvio de R$ 11 milhões em licitações do Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro. A decisão, que ocorreu após o trânsito em julgado das condenações, levou à expedição de mandados de prisão nesta terça-feira (25).
Os militares da ativa cumprirão pena no 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca. Já o ex-militar, dois empresários civis e dois militares que já estavam presos serão encaminhados ao sistema prisional comum, em Bangu. Um ex-militar ainda não foi localizado.
Um dos presos é um tenente-coronel da reserva, de 62 anos, condenado a 8 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por peculato. Ele integrava um grupo de 15 pessoas suspeitas de fraudar licitações e contratos entre o IME e o Dnit. Investigações apontaram manipulação de concorrências, uso de empresas de fachada e falsificação de documentos.
No total, 88 processos licitatórios fraudulentos movimentaram cerca de R$ 38 milhões. As condenações variam entre 5 anos e 16 anos e 8 meses de reclusão para os demais militares e civis envolvidos. A sentença original é de abril de 2019 e foi mantida pelo Superior Tribunal Militar em maio de 2022.