O CEO do Grupo Fictor, Rafael de Gois, é um dos alvos da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (25). A investigação apura um esquema criminoso especializado em fraudes contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato e lavagem de dinheiro. As fraudes podem ter ultrapassado R$ 500 milhões, segundo a PF.
A operação cumpriu 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. O grupo criminoso cooptava funcionários de bancos para inserir dados falsos nos sistemas, permitindo saques e transferências ilegais. Empresas de fachada e criptoativos eram usados para ocultar o dinheiro.
Em nota, o Grupo Fictor informou que prestará as informações necessárias às autoridades assim que tiver acesso ao inquérito. O celular de Rafael de Gois foi apreendido em sua residência.
O Grupo Fictor também foi notícia em novembro passado, quando anunciou a compra do Banco Master, um dia antes de seu dono ser detido pela PF. O Banco Master está em processo de liquidação extrajudicial.
Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro e corrupção, com penas que podem somar mais de 50 anos de reclusão.