O ministro Guilherme Boulos criticou governadores pela recusa em reduzir o ICMS sobre o diesel, acusando-os de permitirem o aumento de preços pela especulação de distribuidoras e postos. Boulos afirmou que os caminhoneiros não devem arcar com a irresponsabilidade e a ganância de alguns setores, nem com a omissão de governadores que se recusam a negociar o ICMS para estabilizar o preço do combustível.
Em paralelo, o governo federal propôs aos estados um acordo para subsidiar o diesel importado em R$ 1,20 por litro, com divisão de custos de R$ 0,60 para cada ente. A medida, proposta pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, visa substituir a desoneração do ICMS e teria validade até 31 de maio, com uma renúncia fiscal estimada de R$ 3 bilhões em dois meses.
Boulos também anunciou o compromisso do governo em intensificar a fiscalização e criar uma mesa de negociação com a categoria dos caminhoneiros, enquanto tramita no Congresso uma medida provisória que fortalece a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para punir o descumprimento das regras de frete.
Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos, participou da reunião e declarou que a categoria não será usada politicamente. "O governo fez a parte dele, a nossa batalha agora é com os nossos deputados. Vamos ver se eles vão estar do lados dos caminhoneiros, do povo brasileiro, ou das grandes empresas", afirmou.