A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificou a busca por um vice para a chapa presidencial após a senadora Tereza Cristina (PP-MS) sinalizar que prefere focar em seu mandato e na disputa pela presidência do Senado em 2027. A ex-ministra da Agricultura era vista como nome ideal para atrair o agronegócio. Com a negativa, a campanha reactivou conversas com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e passou a mapear alternativas no Nordeste, especialmente na Bahia.
Interlocutores afirmam que o nome de Zema ganhou força pelo peso eleitoral de Minas Gerais e pelo impacto na sucessão estadual mineira. Uma aliança com Flávio poderia ajudar o vice-governador Mateus Simões (Novo) a viabilizar sua candidatura. A aproximação com o PL é vista como uma necessidade estratégica para o grupo de Zema em Minas.
Como plano B, a campanha de Flávio considera nomes como o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil-BA), e a ex-deputada federal Roberta Roma (PL-BA). O objetivo é ampliar a presença da chapa no Nordeste, região onde o bolsonarismo enfrenta resistência. Outras possibilidades ventiladas incluem a vereadora Priscila Costa (PL-CE) e a deputada federal Carla Dickson (PL-RN), buscando um perfil feminino, conservador e com ligação ao eleitorado evangélico.
A definição do vice ocorre em meio à instabilidade na centro-direita, com as investigações do caso Banco Master adicionando incertezas. Mensagens obtidas pela Polícia Federal citam lideranças de partidos que compõem a aliança, levantando preocupações sobre o custo político de associações com figuras ligadas ao caso.