Salvador, BA – Em uma articulação nos bastidores, os grupos políticos do ex-prefeito ACM Neto (União) e do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), selaram um pacto para blindar a eleição baiana de 2026 do escândalo envolvendo o caso Master. O acordo visa evitar que as investigações e revelações sobre o Banco Master afetem as candidaturas de ambos os grupos.
ACM Neto pretende disputar o governo do estado, enquanto Jaques Wagner busca a reeleição para o Senado e apoiará a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) à reeleição. Nos últimos dias, ambos tiveram seus nomes associados ao caso. Em março, O GLOBO noticiou que ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag, valores que, segundo o ex-prefeito, referem-se a serviços de consultoria prestados entre março de 2023 e maio de 2024.
Já o portal Metrópoles divulgou que a nora de Jaques Wagner, através da empresa BK Financeira, da qual é sócia, recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Master. O contrato, firmado em 2021, envolveu a empresa ligada à família do senador. Wagner declarou desconhecimento sobre qualquer intermediação.
O caso Master também envolve relações do ex-sócio do banco, Augusto Lima, com figuras políticas do PT, como o atual ministro Rui Costa (Casa Civil). Lima adquiriu a Ebal, empresa estatal de alimentos da Bahia, durante a gestão de Costa como governador. A privatização incluiu o Credcesta, cartão de crédito consignado que, segundo Costa, viabilizou o negócio.
Aliados de ACM Neto e Jaques Wagner concluíram que a exploração do caso Master seria prejudicial a ambos os lados, levando à formalização do acordo de não agressão sobre o tema.