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domingo, 25 de outubro de 2026

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China considera aumentar importação de petróleo iraniano após alívio de sanções dos EUA

China avalia aumentar importação de petróleo iraniano após EUA aliviarem sanções. Medida visa conter alta nos preços globais, mas desafios logísticos e de pagamento persistem.

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China considera aumentar importação de petróleo iraniano após alívio de sanções dos EUA

A China estuda a possibilidade de aumentar a importação de petróleo bruto do Irã. A possibilidade surgiu após os Estados Unidos suspenderem temporariamente sanções contra o setor petrolífero iraniano, permitindo a venda de parte do óleo já em trânsito. A medida americana visa frear a alta nos preços do petróleo, pressionados pela guerra no Oriente Médio.

Fontes indicam que a Companhia Nacional de Petróleo do Irã e intermediários sondam discretamente refinarias asiáticas. No entanto, desafios como pagamentos, transporte e riscos de imagem ainda são obstáculos. Analistas alertam que mudanças significativas no fluxo de petróleo iraniano são improváveis no curto prazo.

O Irã já foi um importante fornecedor para Coreia do Sul e Japão antes do aperto das sanções americanas. A China, principal compradora, dependia de refinarias privadas menores, receosas de sanções dos EUA. Grandes refinarias estatais, como a Sinopec, ainda relutam em adquirir petróleo iraniano, citando preocupações legais com a curta janela de isenção e dificuldades logísticas.

A Sinopec reduziu suas taxas de operação em março para economizar petróleo devido a restrições de navegação no Estreito de Ormuz. A empresa também se dispôs a liberar reservas estratégicas de petróleo, caso necessário, conforme planos nacionais. A queda no lucro da Sinopec no ano passado foi atribuída à menor demanda por combustíveis e ao excesso de oferta.

A recente isenção americana, válida por um mês para petróleo transportado por via marítima, segue medidas similares para o petróleo russo. O objetivo é aliviar a oferta e conter os preços globais. Contudo, compradores potenciais analisam os detalhes das transações, pois outras restrições ao Irã, incluindo acesso ao sistema financeiro internacional, permanecem. A logística e o transporte marítimo em conformidade também são pontos críticos.

Armadores com atuação internacional demonstram preocupação com riscos de sanções ao lidar com intermediários do comércio iraniano. A incerteza sobre as regras e o futuro das transações após 19 de abril levam a uma análise cuidadosa dos contratos. Intermediários experientes no comércio de petróleo sancionado também examinam os detalhes para evitar penalidades.

Apesar das incertezas, o preço do petróleo iraniano vendido à China já subiu. O Iranian Light está sendo ofertado com um pequeno prêmio em relação ao Brent, revertendo os descontos observados no mês passado. Fonte: O Globo

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