O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, confirmou sua renúncia ao cargo nesta segunda-feira (23). A decisão ocorre na véspera da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode torná-lo inelegível por oito anos. Castro é acusado de abuso de poder político e econômico na campanha de reeleição em 2024.
O Palácio Guanabara já enviou convites a aliados políticos para uma cerimônia de despedida marcada para as 16h30 desta segunda-feira. A renúncia é vista como uma estratégia para evitar a inelegibilidade e viabilizar uma candidatura ao Senado em outubro.
Com a saída de Castro, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assume interinamente o governo. Ele terá a responsabilidade de convocar uma eleição indireta para que os deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) escolham um novo governador para cumprir o mandato até janeiro de 2027.
A renúncia também levou à exoneração de 11 secretários estaduais para que pudessem concorrer às eleições de 2026. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial do Estado e incluem novas nomeações para as pastas de Polícia Civil, Cidades e Turismo, entre outras.
As exonerações ocorreram em meio à expectativa da renúncia de Castro, antecipada pela imprensa. A decisão visa a que a ação contra ele no TSE perca o objeto, já que ele estará fora da função pública.