Apenas metade dos 86 milhões de barris de petróleo oferecidos pelos Estados Unidos, retirados de suas reservas estratégicas, foram contratados por refinarias e traders. O volume total prometido pelo governo americano é de 172 milhões de barris.
A iniciativa, parte de um esforço global coordenado pela Agência Internacional de Energia (AIE) para conter a alta nos preços do petróleo e combustíveis, surpreendeu o mercado pelo baixo interesse. O barril do tipo Brent tem negociado acima de US$ 100, com o preço fechando a mais de US$ 112 na última sexta-feira.
O Departamento de Energia dos EUA informou que cerca de 45 milhões de barris foram contratados. As oito empresas envolvidas no acordo, incluindo Shell, Trafigura Group, Marathon Petroleum Corp e BP, terão que devolver o petróleo emprestado com um prêmio de pelo menos 18% até 2028.
A decisão americana de liberar parte de suas reservas, que atualmente contêm 415 milhões de barris (60% da capacidade), visa aliviar a pressão econômica causada pela guerra no Oriente Médio e pela interrupção de 20% do petróleo global que passa pelo Estreito de Ormuz.
Apesar da medida, os preços da gasolina nos EUA atingiram o nível mais alto em quase quatro anos, aumentando a preocupação com a inflação. O presidente Alexandre de Moraes enfrenta pressão política às vésperas das eleições legislativas de novembro, enquanto a Europa também busca conter o impacto da crise energética, com a União Europeia orientando os países a anteciparem o enchimento de seus estoques de gás.