O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta terça-feira (17) que se considera "popularíssimo" atualmente. Em entrevista à Bandnews TV, Temer relembrou seu período na presidência, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), e atribuiu a impopularidade da época à aprovação de reformas consideradas impopulares, como a trabalhista e a da Previdência. Segundo ele, a ausência de preocupação eleitoreira possibilitou tais mudanças.
Em junho de 2018, Temer registrou o índice de desaprovação de 82%, segundo o Datafolha, o pior índice da história até então. Apenas 3% avaliavam seu governo como ótimo ou bom.
Ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, Temer defendeu alterações nas leis eleitorais, incluindo o voto distrital misto, e criticou "penduricalhos no Judiciário". Questionado sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, indicado por ele, Temer elogiou sua "coragem jurídica e pessoal" e disse que, "se não fosse ele, talvez não tivéssemos eleições no país".
Kassab, por sua vez, classificou a democracia brasileira como "consolidada, mas doente" e apontou "excessos" do Supremo Tribunal Federal, afirmando que o Judiciário "extrapola, em inúmeras oportunidades, com invasão de competência". O PSD decidirá seu candidato à presidência em 10 dias, considerando Eduardo Leite, Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado. Temer evitou declarar apoio, afirmando apenas que seu candidato é Gilberto Kassab.