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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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POLÍTICA

CPI do Crime Organizado quebra sigilo de fundo ligado a empresa de Toffoli

CPI do Crime Organizado avança em investigação sobre Fundo Arleen, ligado à empresa do ministro Dias Toffoli. Decisão busca driblar veto do STF e aprofundar apuração sobre movimentações financeiras.

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CPI do Crime Organizado quebra sigilo de fundo ligado a empresa de Toffoli

A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (18/03/2026) a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Fundo Arleen. Este fundo comprou a participação da empresa Maridt, do ministro do STF Dias Toffoli, no resort Tayayá, no Paraná. A decisão visa obter informações financeiras que haviam sido vetadas anteriormente pelo STF.

O requerimento, proposto pelo senador Sergio Moro, abrange o período de fevereiro de 2021 a janeiro de 2026. O Fundo Arleen adquiriu a fatia da Maridt em setembro de 2021 por cerca de R$ 20 milhões. O Arleen tem como único cotista o fundo Leal, pertencente ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Na semana passada, a CPI já havia quebrado os sigilos de Zettel, cujas movimentações financeiras foram consideradas incompatíveis com sua capacidade econômica pelo Coaf. As transações de Zettel coincidem com a compra da participação no resort.

Em nota anterior, Dias Toffoli afirmou que a venda de sua participação no Tayayá ao Fundo Arleen foi realizada a valor de mercado e que ele não recebeu valores de Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel.

A CPI também aprovou a convocação da influenciadora Martha Graeff, ex-noiva de Vorcaro, para prestar esclarecimentos sobre seu envolvimento no caso. A convocação de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, foi rejeitada.

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