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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA INTERNACIONAL

AIE considera liberar mais petróleo das reservas estratégicas

Agência Internacional de Energia (AIE) considera novas liberações de reservas estratégicas de petróleo para conter alta nos preços, mas alerta que a solução duradoura é a reabertura do Estreito de Ormuz.

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AIE considera liberar mais petróleo das reservas estratégicas

A Agência Internacional de Energia (AIE) sinalizou nesta segunda-feira (15) que países ricos podem liberar mais reservas estratégicas de petróleo, caso seja necessário. A declaração foi feita pelo diretor-executivo da entidade, Fatih Birol, em resposta à crise de fornecimento causada pela guerra no Irã e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.

A AIE já autorizou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência na semana passada, o que representa um terço do total disponível. Mesmo com essa medida, os preços do petróleo continuaram a subir devido à escalada das tensões.

Birol afirmou que, somando as reservas governamentais e privadas, ainda há mais de 1,4 bilhão de barris disponíveis, o que permitiria novas intervenções. No entanto, ele ressaltou que a liberação de estoques é apenas um paliativo temporário.

“A coisa mais importante para o retorno de fluxos estáveis de petróleo e gás é a retomada do trânsito pelo Estreito de Ormuz”, declarou Birol, em vídeo publicado pela agência. A guerra no Irã, segundo a AIE, causou a maior interrupção na história do mercado de petróleo, com a produção global reduzida em pelo menos 8 milhões de barris por dia.

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo bruto mundial, teve seu tráfego drasticamente reduzido, operando a menos de 10% dos níveis anteriores à crise. A agência não prevê desescalada ou recuperação dos fluxos em curto prazo.

Os preços do petróleo, que chegaram a quase US$ 120 o barril após o conflito, recuaram para cerca de US$ 100 após a liberação de 400 milhões de barris. A notícia de um navio não iraniano atravessando o estreito com o transponder ativado levou os preços a caírem mais de 5% na terça-feira (16).

Colômbia, Índia, Cingapura, Tailândia e Vietnã são alguns dos países que se mostraram dispostos a apoiar novas liberações de estoques, segundo Birol.

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