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terça-feira, 27 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Guerra no Irã pode gerar pior recessão no Golfo desde os anos 90

Conflito no Oriente Médio ameaça gerar a pior recessão nas economias do Golfo desde os anos 1990, com Catar e Kuwait podendo ver seus PIBs encolherem 14%. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos também sentem o impacto.

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Guerra no Irã pode gerar pior recessão no Golfo desde os anos 90

A escalada do conflito no Irã lança uma sombra de incerteza sobre as maiores economias do Golfo. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar enfrentam o risco de uma recessão profunda, a pior desde a Guerra no Irã pode gerar pior recessão no Golfo desde os anos 90, caso a instabilidade persista.

Especialistas alertam que Catar e Kuwait podem sofrer contrações de até 14% em seus PIBs neste ano se o conflito se estender até abril e o Estreito de Ormuz permanecer bloqueado. Esta rota vital, por onde transita um quinto do petróleo mundial, já sofre com ataques iranianos em retaliação a ações dos EUA e Israel. A EUA atacam polo petrolífero do Irã e elevam tensão global.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, embora mais resilientes devido a rotas de exportação alternativas, não escapam ilesos. Previsões indicam quedas de 3% e 5% em seus PIBs, respectivamente, o maior impacto econômico desde a pandemia de 2020.

O choque do petróleo eleva os preços globais, com o Brent superando os US$ 103 o barril. A paralisação no Estreito de Ormuz e a interrupção na produção de países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos abalam os mercados. O GNL do Catar e a produção de alumínio no Bahrein também sentem os efeitos. A AIE libera petróleo emergencial para Ásia ante crise no Oriente Médio.

Para economistas como Farouk Soussa, do Goldman Sachs, o impacto de curto prazo da guerra pode ser mais severo que o da Covid-19 para essas nações. A confiança, um fator crucial, pode sofrer cicatrizes duradouras.

O setor não petrolífero, incluindo imobiliário, turismo e investimentos, também é atingido. A Arábia Saudita, apesar de conseguir neutralizar a maioria dos ataques, pode enfrentar um déficit fiscal mais acentuado. No entanto, economistas preveem que o reino pode ter um desempenho melhor a longo prazo, com um déficit menor em 2026, caso os preços do petróleo se mantenham altos.

Os Emirados Árabes Unidos devem manter um superávit orçamentário, enquanto o déficit do Catar pode aumentar. As economias do Golfo podem recorrer a mercados de dívida para aliviar a pressão fiscal, mas investidores ainda não precificam um conflito prolongado.

Fonte: O Globo

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