O presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou as alíquotas do PIS e Cofins sobre o diesel, em uma medida que visa conter o avanço da inflação e afastar riscos à sua reeleição. A decisão, que terá impacto de R$ 30 bilhões, foi tomada em resposta a pesquisas recentes que indicam um cenário eleitoral apertado.
A alta do diesel poderia encarecer a cadeia produtiva, especialmente de alimentos, gerando inflação e prejudicando a imagem do governo. Aliados do presidente temem que um aumento expressivo nos preços possa ser fatal para as pretensões de reeleição em outubro, lembrando o impacto da inflação na derrota de Kamala Harris nos Estados Unidos em 2026.
Apesar de parte do governo defender a espera por um cenário internacional mais claro sobre o preço dos combustíveis, Lula optou pela ação imediata. O impacto financeiro será coberto pelo aumento do imposto de exportação do mesmo combustível.
A medida também reflete a aposta de setores do governo de que a guerra na Ucrânia não se prolongará, evitando um aumento do petróleo que poderia prejudicar a economia americana e o Partido Republicano nas eleições legislativas de novembro. O objetivo é evitar uma nova escalada nas pesquisas de intenção de voto, onde Lula aparece tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno.