A disparada do preço do petróleo no mercado internacional ampliou a defasagem entre os preços do diesel e da gasolina praticados no Brasil e no exterior. Nesta sexta-feira, as cotações do petróleo superaram os US$ 100, mesmo com a liberação de reservas estratégicas por países ricos e a autorização dos EUA para a compra de petróleo russo em trânsito para conter alta de preços.
Segundo dados da Abicom, associação que reúne importadores de combustíveis, a defasagem média é de 62% no diesel e 38% na gasolina. A comparação é feita em seis pontos estratégicos do país.
Nas regiões atendidas pela Petrobras, a defasagem é mais acentuada, chegando a 74% no diesel nas áreas supridas pelas refinarias de Suape, Paulínia e Aurarácaria. Na região abastecida pela refinaria Mataripe, da Acelen, a defasagem é de 11%. A Acelen reajustou o preço do diesel em 20% nesta quinta-feira.
No caso da gasolina, a defasagem atinge 48% em Aurarácaria, da Petrobras. Na Acelen, a diferença entre o preço nacional e internacional é de 9%.
O governo Lula anunciou nesta quinta-feira a isenção de impostos e outras medidas para aliviar os preços do diesel.
Fonte: O Globo