Países ricos discutirão nesta quarta-feira a liberação de uma quantidade recorde de suas reservas emergenciais de petróleo. A Agência Internacional de Energia (AIE) propõe a liberação de 300 a 400 milhões de barris para tentar conter a alta nos preços do barril, que chegou a quase US$ 120 em Londres. A decisão, se aprovada, seria a maior da história e superaria a liberação de 182 milhões de barris realizada em 2022 após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
A reunião dos líderes do G-7 abordará a questão. A França já sinalizou apoio a medidas proativas, incluindo o uso das reservas estratégicas. A escalada dos preços do petróleo foi intensificada pela guerra no Oriente Médio e pela interrupção do fluxo pelo Estreito de Ormuz. Produtores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iraque já cortaram cerca de 6% da produção global.
Analistas, no entanto, expressam ceticismo sobre a capacidade dos estoques em suprir a demanda. Mesmo com a capacidade máxima de retirada dos EUA, que leva 13 dias para chegar ao mercado, e a contribuição de outros membros da AIE, a oferta pode ser insuficiente para compensar a perda diária estimada em 11 a 16 milhões de barris do Golfo Pérsico.