A Casa Branca negou nesta terça-feira (10) que a Marinha dos Estados Unidos tenha escoltado petroleiros no Estreito de Ormuz. A declaração surge após o secretário de Energia, Chris Wright, ter afirmado o contrário em uma publicação que foi posteriormente apagada. O Irã também refutou a alegação, chamando-a de "pura mentira" e afirmando que nenhuma embarcação americana se aproximou da região.
O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL). A troca de mensagens contraditórias gerou instabilidade nos preços do petróleo, que oscilaram com o temor de uma crise econômica global.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que a Marinha dos EUA não realizou escoltas até o momento, mas não descartou a possibilidade como uma opção futura. Por outro lado, o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, Ali Mohammad Naini, declarou que "nenhum navio de guerra dos EUA ousou se aproximar" da área.
Alireza Tangsiri, chefe da Marinha da Guarda Revolucionária, reforçou os alertas, afirmando que navios ligados a "inimigos do Irã" não terão permissão para cruzar a passagem. Ele convidou qualquer um com dúvidas a "aproximar-se e testar".
Mercados globais reagiram com volatilidade às notícias. Os preços do petróleo subiram com a expectativa de escoltas militares, mas recuaram após declarações do presidente Donald Trump sugerirem um fim iminente para o conflito.
A Marinha do Paquistão também anunciou que escoltará embarcações comerciais do país no Oriente Médio para garantir o fornecimento de energia, importando gás do Catar e petróleo da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.