O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, pediu nesta terça-feira (10/03/2026) aos presidentes de cortes de todo o país a defesa da Justiça contra interesses privados e cálculos políticos. A declaração foi feita em um momento de tensão, marcado pelas revelações do caso Master, conflitos com o Congresso sobre emendas e a discussão sobre o fim dos "penduricalhos" no serviço público.
Em discurso, Fachin focou na remuneração e benefícios, afirmando que o Judiciário não pode sair "menor do que entrou" desta crise. O julgamento sobre os "penduricalhos" está agendado para 25 de março, com previsão de uma proposta de transição entre os Três Poderes.
Apesar de alertas sobre o impacto no orçamento e na opinião pública, membros do Judiciário argumentam que os salários estão defasados pela falta de atualização do teto salarial. Fachin também ressaltou a importância da transparência e da justificativa das decisões judiciais, especialmente em um período de questionamentos à Corte.
"O Judiciário não nasceu como privilégio de casta, mas como promessa de Estado", disse Fachin, conclamando os juízes a serem virtuosos e darem o exemplo.