O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, assume o cargo nesta quarta-feira (12) em Valparaíso. A cerimônia pode reunir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), figuras centrais da política brasileira e pré-candidatos à presidência em 2026. A presença de Lula foi confirmada pelo Palácio do Planalto, enquanto Bolsonaro planeja viajar para o evento.
A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (8) aponta um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno presidencial. O petista aparece com 46% das intenções de voto, contra 43% do senador, diferença dentro da margem de erro.
Aliados de Flávio Bolsonaro veem a viagem como estratégia para fortalecer sua projeção internacional e consolidá-lo como a aposta do bolsonarismo para 2026. A participação no evento também é vista como oportunidade para encontros com lideranças da direita latino-americana.
A vitória de Kast, conhecido pelo discurso contra imigração e criminalidade, foi celebrada por aliados de Bolsonaro. O presidente argentino Javier Milei também integra o grupo de líderes conservadores que ganham força na região.
A presença de Flávio na posse é encarada como uma forma de aproximar o bolsonarismo desse novo eixo político regional. A viagem reforça a narrativa de que a direita brasileira está inserida em um movimento conservador latino-americano.
Para o governo brasileiro, a participação de Lula é um gesto diplomático para manter a interlocução com o novo governo chileno, apesar das diferenças ideológicas. A orientação é preservar a cooperação bilateral.
Se ambos confirmarem presença, a posse de Kast será palco de encontro entre opositores políticos brasileiros. Para aliados de Flávio, o evento pode gerar imagens simbólicas para sua pré-campanha, enquanto Lula cumpre agenda institucional.