Em evento da associação conservadora Hispanic Heritage, realizado em Washington em 15 de outubro, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) rejeitou retornar ao Brasil para cumprir a pena de quatro anos e dois meses por coação no curso do processo e defendeu a saída do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Eduardo afirmou a jornalistas que é inocente e que não pretende cumprir a pena. A condenação ocorreu por sua atuação no exterior junto a autoridades americanas para impedir o julgamento da trama golpista, processo no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado a 27 anos de prisão. Os passaportes do ex-deputado também foram cancelados por determinação de Moraes.
“Eu não vou puxar uma cadeia sendo inocente, não”, disse Eduardo. Ele chamou Moraes de “câncer” e afirmou não ver o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), governando com o ministro no Supremo, mencionando também as investigações do Caso Master.
O ex-deputado declarou que Flávio lidera o primeiro turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ponderou que a eleição ainda não está definida. Segundo ele, a campanha do irmão voltou a mobilizar apoiadores nas redes sociais.
Durante o evento, Javier Milei recebeu uma premiação, criticou Lula e declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. O presidente argentino também prestou solidariedade a Jair Bolsonaro, a quem chamou de “indigna e vingativamente encarcerado”. Eduardo afirmou que a América Latina viveria uma “era de ouro” caso o irmão fosse eleito.
Eduardo negou ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que apoiasse Flávio. Ele também disse que pretendia agradecer a Milei pela defesa dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram os dois se abraçando durante o encontro em Washington.
Fonte: O Globo