O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) rejeitou nesta quarta-feira (15) voltar ao Brasil para cumprir a pena de quatro anos e dois meses de prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante um evento da associação Hispanic Heritage, em Washington, ele também defendeu a saída do magistrado e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Eduardo foi condenado por coação no curso do processo, em razão de sua atuação no exterior junto a autoridades dos Estados Unidos para tentar impedir o julgamento da trama golpista. No mesmo caso, seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado a 27 anos de prisão.
Em conversa com jornalistas, Eduardo afirmou ser inocente e disse que não pretende cumprir a pena. "Eu não vou puxar uma cadeia sendo inocente, não", declarou. Ele também chamou Moraes de "câncer" e afirmou não acreditar que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), conseguiria governar com o ministro no STF.
O ex-deputado disse ainda ter apoiado o que classificou como uma tentativa de integrantes do Supremo de negociar um acordo contra possíveis processos de impeachment no Congresso. Segundo ele, o pedido teria sido rejeitado pelo PL.
Sobre a eleição presidencial, Eduardo afirmou que Flávio lidera o primeiro turno contra Lula, mas ponderou que "não tem nada ganho". Ele negou ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarasse apoio ao irmão.
Eduardo também encontrou o presidente argentino, Javier Milei, que recebeu um prêmio no evento. Milei chamou Lula de "ditador comunista", declarou apoio a Flávio e prestou solidariedade a Jair Bolsonaro, que, segundo ele, continua "indigna e vingativamente encarcerado".
Em discurso, Milei citou vitórias de candidatos de direita na América Latina e afirmou esperar que Flávio Bolsonaro retire Lula da Presidência. Eduardo disse que uma eventual vitória do irmão poderia iniciar uma "nova era de ouro" na região.
Fonte: O Globo