O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, permanecerá preso sem data definida para soltura. O destino do banqueiro será decidido em julgamento pela Segunda Turma do STF a partir desta sexta-feira (6).
Vorcaro foi detido na quarta-feira (4) e, após audiência de custódia, teve a prisão mantida. Ele e o cunhado, Fabiano Zettel, serão transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, na Grande São Paulo. A transferência foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso, após pedido da Polícia Federal (PF). A PF argumentou que suas unidades não têm estrutura para manter presos por longos períodos, o que comprometeria investigações e segurança.
A investigação apura um esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, com suspeitas de gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Operação Compliance Zero já teve três fases, investigando desde venda de carteiras de crédito sem lastro até o uso de fundos de investimento para movimentar recursos de risco.
Mendonça justificou a prisão apontando que a liberdade de Vorcaro e aliados comprometeria a investigação e a "confiança social" na Justiça. A PF classificou o banqueiro como "profissional do crime", com indícios de monitoramento de autoridades e adversários por meio de "milícia privada".
A defesa de Vorcaro nega as acusações e afirma que ele colabora com as investigações desde o início.
A Segunda Turma do STF, composta pelos ministros Luiz Fux, Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e André Mendonça, analisará se mantém ou revoga a prisão preventiva de Vorcaro em julgamento virtual entre 6 e 13 de março.