O preço do petróleo avançou nas negociações asiáticas nesta terça-feira, enquanto as bolsas de valores registraram quedas significativas. Investidores monitoram de perto a escalada do conflito no Oriente Médio, após novos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã e retaliações iranianas no Golfo. A operação militar no Irã interrompeu o fluxo de energia na região, com o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do petróleo bruto mundial. A situação gera temores de uma crise inflacionária.
Apesar de movimentos moderados no mercado devido à esperança de uma resolução rápida, analistas alertam para os riscos econômicos de um conflito prolongado, que poderia afetar cadeias de suprimentos e elevar preços. O petróleo bruto West Texas Intermediate subiu 2%, a US$ 72,65 o barril, e o Brent, do Mar do Norte, avançou 2,5%, a US$ 79,67.
Em contraste, as bolsas asiáticas recuaram. Seul liderou as perdas com mais de 5% de queda, seguida por Tóquio com mais de 2%. A dependência sul-coreana de exportações e a incerteza gerada pela guerra no Oriente Médio impactaram o mercado. Hong Kong, Xangai, Sydney, Wellington, Taipei e Jacarta também registraram quedas.
Companhias aéreas foram duramente atingidas. A Japan Airlines caiu mais de 5%, a Cathay Pacific recuou 2% e a Qantas perdeu 3%. Milhares de voos foram cancelados ou remarcados.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra, iniciada com o ataque ao líder iraniano Ali Khamenei no sábado, está adiantada em relação ao cronograma, mas pode se estender por mais de quatro semanas. Seus objetivos incluem a destruição dos programas de mísseis, marinha e nuclear do Irã, além do fim do apoio a grupos armados na região.
O Irã respondeu com ataques de mísseis e drones em diversos países do Oriente Médio, ameaçando aumentar os custos globais de energia. Um general da Guarda Revolucionária Iraniana prometeu "queimar qualquer navio" que tente atravessar o Estreito de Ormuz e previu que o preço do petróleo pode chegar a US$ 200 nos próximos dias.
Fonte: O Globo