O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, orientou que as seções eleitorais ainda abertas permanecessem em funcionamento, em cumprimento parcial à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a votação em 2026.
A orientação não abrange as seções que já haviam sido encerradas. Nesses locais, a decisão de Zanin previa uma alternativa de votação em papel, utilizada, por exemplo, em casos de quebra de urnas.
Após a manifestação de Nunes Marques, Zanin acrescentou um aditamento à liminar e ajustou sua decisão na mesma direção. O texto, segundo a publicação original, manteve sem solução os casos em que a votação em papel poderia ser aplicada.
Nunes Marques passou a ser questionado sobre problemas de transporte que afetavam eleitores em diferentes localidades do país. A demora para adotar providências levou o caso ao STF, depois de pedidos de adiamento das campanhas por dificuldades no processo de votação.
O STF também é citado na condução do caso. O presidente da Corte, Edson Fachin, levou 46 minutos para distribuir o processo que pedia a prorrogação da votação, recebido às 15h46.
De acordo com a decisão de Zanin, o processo chegou a ele às 16h32. A liminar foi concedida minutos depois do encerramento da votação, às 17h, quando diversas seções já haviam fechado.
A demora na análise do pedido, principalmente por parte de Nunes Marques e também na distribuição feita por Fachin, passou a ser questionada nos bastidores das campanhas e do próprio STF, segundo o conteúdo original.
Fonte: O Globo