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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

PF apura se ex-senador e familiares usaram postos e concessionária para desviar verba de emendas

PF apura se ex-senador Fernando Bezerra e deputado Fernando Coelho Filho usaram posto de gasolina e concessionária para receber verba de emendas parlamentares. STF autorizou mandados de busca e apreensão. Defesa nega irregularidades.

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PF apura se ex-senador e familiares usaram postos e concessionária para desviar verba de emendas

A Polícia Federal (PF) investiga se o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado Fernando Coelho Filho (União-PE) utilizaram um posto de gasolina e uma concessionária de veículos para receber verbas desviadas de emendas parlamentares. A informação consta em decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que autorizou mandados de busca e apreensão contra os políticos nesta quarta-feira (2/3/2026).

Segundo a PF, Bezerra e o filho teriam direcionado emendas parlamentares para contratos da Liga Engenharia, empresa ligada a familiares. Os repasses teriam sido feitos a Petrolina, cidade administrada na época por Miguel Coelho, filho de Fernando Bezerra, por meio de convênios entre a prefeitura e a Codevasf, estatal que era comandada na região por um indicado da família.

A Liga Engenharia, por sua vez, realizou pagamentos ao Posto Petrolina, pertencente à família da mulher de Miguel Coelho. Investigadores apontam que os valores pagos pelo município à Liga dobraram em maio e junho de 2018, período em que os repasses da Liga ao posto triplicaram, levantando suspeitas de que o dinheiro das emendas estivesse retornando para pessoas ligadas aos parlamentares.

A defesa dos políticos afirma que os recursos das emendas foram corretamente destinados e que a investigação demonstrará a lisura dos procedimentos. Destaca ainda que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra os mandados e que parte dos fatos já foi arquivada em outro inquérito.

A investigação também aponta para a concessionária Bari Automóveis. Relatórios de inteligência financeira identificaram vultosas movimentações de dinheiro em espécie na empresa, que teria como um de seus sócios um tio do ex-senador. A PF suspeita que Bezerra e o filho sejam os verdadeiros donos. Documentos contábeis e fiscais da empresa foram encontrados em posse de uma secretária do ex-senador e em e-mails enviados a ele. Um grupo de WhatsApp chamado "Jeep" também revelou discussões sobre a administração da concessionária.

A defesa da Bari Automóveis nega qualquer irregularidade, afirmando que Fernando Bezerra e seus filhos nunca foram sócios, formais ou ocultos, nem possuíram ingerência sobre a empresa.

Fonte: O Globo

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