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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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POLÍTICA

AGU defende exclusividade médica para abortos legais no STF

AGU defende ao STF que apenas médicos possam realizar abortos legais, contestando decisão anterior que permitia atuação de enfermeiros. Julgamento segue em andamento.

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AGU defende exclusividade médica para abortos legais no STF

A Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (27) em defesa de que apenas médicos realizem abortos previstos em lei. A posição foi apresentada em um parecer na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.207. O caso, que envolve a possibilidade de enfermeiros e técnicos em enfermagem realizarem o procedimento, foi protocolado pelo PSOL e outras entidades. A AGU argumenta que o Código Penal, em seu Artigo 128, confere exclusivamente a médicos a realização de abortos legais. O órgão citou os casos de estupro, risco à saúde da gestante e fetos anencéfalos como situações em que a lei prevê a não punição quando o procedimento é feito por um médico. A discussão no STF ganhou destaque em setembro do ano passado, quando o ministro Luís Roberto Barroso liberou, em caráter liminar, a realização de abortos legais por enfermeiros e técnicos, além de médicos. Barroso considerou a formação profissional adequada para casos de aborto medicamentoso em fase inicial da gestação e a precariedade da saúde pública como justificativas. No entanto, após a aposentadoria de Barroso, o plenário do Supremo derrubou a liminar por 10 votos a 1, seguindo o voto divergente do ministro Gilmar Mendes, que argumentou não haver urgência para uma decisão provisória. O julgamento do mérito do caso ainda está em andamento, sem prazo definido para uma decisão final.

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