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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Uruguai e Argentina ratificam acordo Mercosul-UE

Uruguai e Argentina ratificam acordo histórico Mercosul-UE, que cria a maior zona de livre comércio do mundo. Entenda os impactos e resistências.

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Uruguai e Argentina ratificam acordo Mercosul-UE

O Uruguai se tornou o primeiro país a ratificar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) nesta quinta-feira, em votação no Congresso. A Argentina seguiu o exemplo logo em seguida.

A Câmara dos Deputados uruguaia aprovou o acordo por 91 votos a 2, um dia após o Senado ratificá-lo por unanimidade. "É histórico" e "um sinal" para a Europa, disse o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Mario Lubetkin. Ele reconheceu que a implementação "não será simples".

Na Argentina, a aprovação no Senado veio após a Câmara. O placar foi de 69 votos a favor, 3 contra e nenhuma abstenção, concluindo a ratificação parlamentar do acordo assinado em 17 de janeiro.

O acordo cria a maior zona de livre comércio do mundo, unindo os 27 países da UE e os membros fundadores do Mercosul: Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai. Mais de 90% do comércio entre os blocos será livre de tarifas. Juntos, eles reúnem 30% do PIB mundial e mais de 700 milhões de consumidores.

Brasil e Paraguai também iniciaram os trâmites para ratificar o acordo em seus Parlamentos nos próximos dias.

O pacto gerou preocupação em países da UE, como a França. O Parlamento Europeu enviou o documento ao Tribunal de Justiça do bloco para verificar sua legalidade, suspendendo a implementação formal. A Comissão Europeia ainda não decidiu se o implementará de forma provisória.

Setores do agronegócio na Europa protestaram contra o acordo, temendo a concorrência de carne, arroz, mel e soja sul-americanos. Em contrapartida, o bloco europeu visa exportar veículos, máquinas, queijos e vinhos para o Mercosul.

A Comissão Europeia estabeleceu salvaguardas para proteger setores específicos. Dentro do Mercosul, o acordo tem amplo apoio, apesar de reservas de setores industriais e vinícolas. A definição de quotas de exportação ocorrerá em negociações internas.

O tratado facilitará a exportação de automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas da UE para o Mercosul, e a venda de carne, açúcar, arroz, mel e soja da América do Sul para a Europa.

Fonte: O Globo

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