O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) tomará uma decisão sobre a formação de uma federação com o Partido dos Trabalhadores (PT) no dia 7 de março. A data foi confirmada pela presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, nesta quarta-feira. A proposta, apresentada pelo PT no final de 2025, tem gerado debates internos na legenda.
Coradi afirmou que a discussão sobre a federação é legítima e será levada ao diretório nacional. Ela ressaltou o alinhamento do PSOL com o governo Lula em pautas importantes e o combate à extrema-direita. O partido ocupa atualmente dois ministérios e tem atuado na linha de frente no Congresso.
O PSOL já é federado à Rede e conta com Guilherme Boulos na Secretaria-Geral da Presidência e Sonia Guajajara no Ministério dos Povos Indígenas. A possível federação com o PT visa fortalecer a base de apoio a Lula e aproximar o partido de posições mais à esquerda, em resposta a movimentos do PT em direção ao Centrão.
A união divide opiniões dentro do PT. Enquanto alguns, como o deputado Jilmar Tatto, veem a federação como uma oportunidade de fortalecer a bancada, outros, como José Dirceu e Carlos Zarattini, expressam ceticismo devido a divergências em questões regionais e resistência de alas internas do PSOL.
Edinho Silva, presidente nacional do PT, minimizou as divergências e destacou o papel do PT. Ele participou de uma reunião com dirigentes do PSOL, onde também foram discutidas alianças estaduais em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe. Uma aposta é a possível candidatura de Manuela D'Ávila ao Senado no Rio Grande do Sul.
Fonte: O Globo