A arrecadação federal bate recorde em janeiro com R$ 325 bilhões. O resultado, divulgado pela Receita Federal, representa um aumento de 3,56% acima da inflação em comparação com janeiro do ano anterior. O recorde anterior, de R$ 301 bilhões, foi registrado em 2023.
O desempenho recorde ocorre após a aprovação de medidas como a tributação de fundos exclusivos, empresas offshore, alterações na tributação de incentivos fiscais estaduais e a retomada da tributação sobre combustíveis e limitação no pagamento de precatórios em 2023.
A arrecadação é crucial para o governo federal cumprir a meta fiscal de 2024, que prevê um superávit de R$ 34 bilhões (0,25% do PIB). Rogério Ceron, secretário do Tesouro, afirmou que o governo está focado em atingir a meta e considera ajustes se necessário.
O resultado de janeiro também foi impulsionado pela arrecadação de imposto sobre ganho de capital (IRRF Capital), que somou R$ 14,6 bilhões com um acréscimo real de 32,56%. A elevação do IOF, devido a alterações na legislação, contribuiu com R$ 8 bilhões, um aumento real de 49,05%. A diminuição da taxa de câmbio e do volume importado em dólar também influenciou positivamente.