O presidente chinês, Xi Jinping, chega à cúpula de abril com Donald Trump em posição de negociação mais forte. Uma Decisão da Suprema Corte dos EUA fortalece posição de Xi Jinping em negociações com Trump limitou a capacidade de Trump de impor tarifas emergenciais de forma rápida e ampla sobre bens importados, impactando diretamente a pressão econômica sobre a China.
A decisão da corte invalidou tarifas emergenciais impostas por Trump, removendo a ameaça de alíquotas que chegavam a 145% e que serviam como principal ferramenta de pressão contra a China. Essa medida enfraquece a capacidade de Trump de forçar maiores compras de produtos americanos, como soja e aeronaves, e de retaliar caso a China restrinja o fornecimento de terras raras, essenciais para a indústria dos EUA.
Analistas apontam que a China ganha poder de barganha. A compra de soja, por exemplo, que estava condicionada a negociações tarifárias anteriores, retorna ao controle chinês. Pequim também pode intensificar a pressão por acesso a semicondutores avançados, o fim de restrições comerciais e menor apoio dos EUA a Taiwan.
Apesar da vitória para Xi Jinping, a reação oficial chinesa tem sido comedida. O Ministério das Relações Exteriores não comentou a decisão, e a mídia estatal tem noticiado o fato de forma restrita. Especialistas indicam que a China pode retaliar se os EUA continuarem com tarifas por outros meios legais, assim como pode ajustar sua posição caso os EUA reduzam as alíquotas.
O mercado chinês, fechado para o Ano Novo Lunar, pode reagir positivamente à notícia. A expectativa é de um impulso no sentimento do mercado, especialmente no setor de consumo, e um tom otimista em empresas exportadoras devido à decisão e à iminente visita de Trump.
Trump ainda pode recorrer a outras seções da Lei de Comércio para impor tarifas, mas essas medidas exigem investigações que podem levar meses. Uma investigação em andamento sobre o cumprimento do acordo comercial da Fase Um pela China pode ser uma alternativa para Trump. Além disso, o controle de exportações pode ser ampliado caso a China restrinja terras raras.
Apesar da instabilidade política e das constantes mudanças nas políticas comerciais, empresas chinesas buscam planos alternativos para lidar com a dinâmica do mercado. Exportadores podem acelerar embarques para os EUA nos próximos meses para aproveitar tarifas mais baixas, enquanto o governo americano busca alternativas para manter alíquotas elevadas sobre importações chinesas.