Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Pacheco é cotado para governo de Minas com apoio de Lula; senador avalia troca de partido

Presidente Lula sinaliza apoio a candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo de Minas em 2026. Senador avalia troca do PSD pelo MDB em meio a negociações políticas.

Compartilhe
WhatsApp
Pacheco é cotado para governo de Minas com apoio de Lula; senador avalia troca de partido

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou a aliados que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) será o candidato ao governo de Minas Gerais em 2026. A articulação, segundo interlocutores do Planalto, visa unificar a base governista no estado e criar um palanque competitivo contra o governador Romeu Zema (Novo) e o bolsonarismo.

Apesar da sinalização de Lula, o senador Pacheco e seus aliados em Minas afirmam que a candidatura ainda não é uma decisão formal. O cenário estadual segue em construção, com o MDB apresentando Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, como pré-candidato.

Pacheco negocia uma possível filiação ao MDB, movimento que depende de acertos políticos. A mudança partidária estaria atrelada a conversas após o retorno de Lula de viagem à Ásia.

O União Brasil foi considerado, mas perdeu força. O PP, com forte liderança de Marcelo Aro em Minas, também impôs resistências.

No MDB, as conversas com Pacheco visam trazê-lo com seu grupo político, mas sem vinculação imediata a uma candidatura ao governo estadual. O senador tem sinalizado a dirigentes do partido que não pretende disputar cargo eletivo no momento, usando a hipótese como ferramenta de articulação política.

Líderes do MDB mineiro, como Newton Cardoso Júnior e João Magalhães, além de Gabriel Azevedo, participam das negociações com Pacheco. A expectativa é de que novas reuniões ocorram em Brasília para definir os próximos passos.

O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, declarou que, até o momento, não houve conversas sobre mudanças no cenário eleitoral em Minas, onde Gabriel Azevedo é o pré-candidato.

A entrada de Pacheco no MDB poderia incluir apoio a Azevedo, que busca formar uma frente ampla contra Mateus Simões (PSD), vice-governador e aliado de Zema, e o bolsonarismo. Azevedo, contudo, resiste a uma vinculação direta com Lula, o que é visto como obstáculo pelo Planalto.

A articulação também envolve a possível migração de parlamentares e lideranças próximas a Pacheco, como os deputados federais Igor Timo e Luís Fernando Faria, ambos do PSD-MG.

Leia também