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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA E POLÍTICA

Argentina em Greve Geral Contra Reforma Trabalhista

Quarta greve geral contra Javier Milei paralisa Argentina. Voos cancelados, transporte público parado e protestos contra reforma trabalhista que amplia jornada para 12 horas.

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Argentina em Greve Geral Contra Reforma Trabalhista

A Argentina paralisou nesta quinta-feira em sua quarta greve geral contra o governo do presidente Javier Milei. A paralisação de 24 horas, convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), impactou o transporte, a aviação e o comércio em todo o país. Milhares de pessoas foram às ruas em protesto contra a reforma trabalhista que amplia a jornada de trabalho para 12 horas e restringe direitos.

A greve, que começou à meia-noite, teve adesão de 13 sindicatos e, segundo a CGT, alcançou cerca de 90% de participação. A Aerolíneas Argentinas cancelou 255 voos, afetando 31 mil passageiros e gerando um prejuízo estimado em US$ 3 milhões. No Brasil, 62 voos entre chegadas e partidas nos aeroportos de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ) foram suspensos.

A reforma trabalhista em debate prevê redução de indenizações, flexibilização de contratações, mudanças em férias e a extensão da jornada padrão de oito para 12 horas. Críticos apontam que as medidas retrocedem direitos trabalhistas e podem agravar a crise social e econômica, com relatos de fechamento de empresas e demissões.

Confrontos ocorreram em Buenos Aires, nos arredores do Congresso, onde manifestantes e policiais se enfrentaram com o uso de gás lacrimogêneo e canhões de água. O governo minimizou os efeitos da greve, criticando a paralisação e afirmando que a maioria da população deseja trabalhar. O presidente Milei participou de eventos em Washington durante a greve, enquanto o FMI manifestou apoio à reforma.

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