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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA E POLÍTICA

Greve geral paralisa Argentina contra reforma trabalhista de Milei

Greve geral paralisa Argentina contra reforma trabalhista de Milei. Sindicatos afirmam adesão massiva, enquanto governo minimiza impacto. Conflitos e cancelamentos de voos marcam o dia.

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Greve geral paralisa Argentina contra reforma trabalhista de Milei

A Argentina viveu nesta quinta-feira uma greve geral com adesão considerada massiva pelos sindicatos. A paralisação, convocada contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, afetou transportes, bancos e o comércio em todo o país. A Confederação Geral do Trabalho (CGT) estima que 90% das atividades foram interrompidas.

A reforma trabalhista, que tramita no Senado, propõe mudanças como a redução de indenizações, extensão da jornada de trabalho e limitação do direito de greve. Milhares de manifestantes se reuniram em Buenos Aires próximo ao Congresso, onde o debate da legislação ocorria.

Jorge Sola, líder sindical e secretário-geral do Sindicato do Seguro, declarou em coletiva de imprensa: "Esta greve teve uma adesão enorme, com mais de 90% da atividade paralisada". Ele afirmou que a medida foi a maior das quatro greves gerais realizadas durante o governo Milei, destacando um "rompimento do tecido social e produtivo".

A paralisação impactou significativamente o setor aéreo, com a Aerolíneas Argentinas cancelando 255 voos e afetando mais de 31 mil passageiros. No Brasil, ao menos 62 voos entre chegadas e partidas foram suspensos nos aeroportos de Guarulhos e Galeão.

O governo de Milei minimizou o impacto da greve. O chefe de Gabinete, Manuel Adorni, acusou os sindicalistas de serem "perversos" e de "complicarem a vida do trabalhador". Segundo o sindicato, a reforma pode retirar US$ 6 bilhões anuais dos salários.

A greve ocorreu em meio a crescente agitação social e após o fechamento de uma fábrica de pneus que demitiu 900 trabalhadores. Fontes sindicais apontam a perda de cerca de 300 mil empregos e o fechamento de 21 mil empresas desde dezembro de 2023.

Confrontos entre policiais e manifestantes foram registrados nos arredores do Congresso. A polícia utilizou canhões de água e gás lacrimogêneo contra os protestos, que começaram de forma pacífica.

O presidente Javier Milei participava de um evento em Washington durante a greve. O Fundo Monetário Internacional (FMI) apoiou a reforma trabalhista, mas recomendou mitigar os custos de transição.

Fonte: O Globo

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