O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Kléber Cabral, foi intimado a depor na Polícia Federal nesta quinta-feira. A oitiva ocorrerá por videoconferência nesta sexta-feira, no inquérito que apura vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A intimação acontece após Cabral criticar a condução da investigação pelo ministro Alexandre de Moraes. Em entrevistas concedidas nesta quarta-feira, Cabral classificou as medidas cautelares impostas aos servidores investigados como "desproporcionais" e "intimidatórias".
Quatro servidores foram alvo de buscas e apreensões, afastamento de cargos, uso de tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaportes e proibição de sair de casa à noite. As ações foram determinadas por Alexandre de Moraes.
Cabral defendeu um dos servidores, afirmando que o acesso a dados de Maria Carolina Feitosa, enteada de Gilmar Mendes, ocorreu por engano e que não houve compartilhamento de informações. Ele argumentou que os sistemas da Receita registram todas as ações, e como não houve vazamento, o caso seria um "falso positivo" com objetivo de "intimidar".